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Softskills: Aprenda a valorizar essas habilidades no seu laboratório




O Conhecimento técnico é imprescindível dentro da área técnica dos laboratórios para assegurar a qualidade dos resultados. No entanto, existem também algumas habilidades interpessoais necessárias para um bom profissional, e que dificilmente são desenvolvidas em um ambiente acadêmico, mas que podem ser adquiridas através de aprendizados, vivências e experiências pessoais. A estas habilidades, damos o nome de soft skills.


Colaboradores e gestores dotados de soft skills agregam grande valor principalmente a um espaço que lida tão de perto com as emoções humanas como é o laboratório, e são um capital menos evidente mas que vale muito a pena reconhecer, manter e cultivar.


Para entender algumas delas, segue aqui:


Inteligência emocional


Trata-se de saber lidar com as próprias emoções. O cotidiano apresenta situações frustrantes o tempo todo, causadas pelo conflito de interesses, pela sensação de não estar sendo compreendido ou por um sentimento de injustiça. Na prática, pode ser um fornecedor que desrespeita um prazo combinado, um cliente que se comporta de maneira arrogante, um sócio ou colaborador que não faz sua parte, ou deparar-se com uma crítica que você não esperava ouvir, enfim, são muitas as situações. E em cada uma delas, o impulso de responder impensadamente é imenso. Mas inteligência emocional é justamente a capacidade de avaliar rapidamente a melhor atitude a tomar. E provavelmente, “estourar” é a pior opção. Quem dispõe de um alto grau de inteligência emocional gerencia esses eventos de forma mais serena e até mesmo produtiva, conseguindo reverter o “clima” e impedindo que se instale uma espiral de animosidade. Um dos segredos é a objetividade. Pense: vale a pena discutir neste momento, “ganhar a parada” a qualquer preço, ou é mais interessante apenas explicar claramente o que é preciso agora, e deixar para tomar decisões mais abrangentes depois, baseado nas experiências registradas?


Resolução de problemas


Problemas surgem o tempo todo pois a realidade é um contexto de permanentes reajustes, e fugir deles é a famosa estratégia do avestruz. Algumas pessoas, acredite, podem até de certa forma gostar de problemas, pois se sentem estimuladas pelo desafio, e essa é uma softskill a valorizar! Elas conseguem controlar o receio de falhar e tiram grande satisfação dos resultados alcançados com esse esforço, e não costumam fugir da raia quando as dificuldades se apresentam. Por problema, é possível entender várias situações cotidianas como a súbita pane de um equipamento, um exame não aprovado pelo convênio junto a um cliente insatisfeito, a dificuldade de encontrar determinado insumo ou uma grande demanda com prazo curto para sua realização. Pessoas capazes de encarar problemas com serenidade tornam-se naturalmente referências de liderança para as demais, e criam um ambiente de segurança e tranquilidade mesmo através de tempos adversos.


Gestão de tempo


Procrastinação, ou seja, adiar o cumprimento das tarefas até o limite do prazo, é um mal contemporâneo bastante disseminado, atribuído a várias razões desde a instantaneidade do acesso à informação atualmente, o que gera mentes cada vez mais dispersivas, até questões psicológicas mais complexas como o desejo de evitar a angústia gerada pelo sentimento de não estar conseguindo concluir o trabalho. Seja qual for a razão, pessoas que conseguem atingir um grau de disciplina e organização que as torna capazes de cumprir prazos e aumentar sua produtividade são uma grande aquisição para qualquer espaço profissional. São colaboradores que passam confiabilidade e raramente comprometem o andamento das rotinas criando pontos de “estrangulamento” da produção.


Empatia


Entre as habilidades socioemocionais, como também são conhecidas as softskills, a empatia vem ganhando relevância. Não se trata de ser excessivamente emocional ou ingênuo, mas de ser capaz de reagir com a devida solidariedade a situações que expõe a fragilidade do outro. E isso compreende desde retribuir um cumprimento gentil com a mesma cordialidade até respeitar um momento de luto. Como isso se traduz na rotina do laboratório? De muitas formas, por exemplo, entendendo a ansiedade de um paciente ou a insegurança do colega iniciante e prestando-se a ajudar; manifestando tolerância e aceitação diante das diferenças que são orientações pessoais e em nada interferem no desempenho profissional; respeitando crenças políticas e religiosas; percebendo situações momentâneas de dificuldade enfrentadas pelos colaboradores e reagindo de acordo. Empatia, na verdade, é a primeira habilidade referida para nos diferenciar das máquinas, e saber escutar é a atitude que a define. Estabelecimentos que projetam uma imagem de empatia e acolhimento oferecem um diferencial inestimável.


Boa Comunicação


Clareza verbal e capacidade de se comunicar de forma direta e inequívoca é um grande trunfo no ambiente de trabalho. Isso se refere a muitas funções, desde otimizar reuniões atendo-se ao que interessa, determinar quais tarefas devem ser realizadas por quem e quando, explicar exatamente o que se espera de cada colaborador e de cada atividade, até organizar demonstrações e materiais informativos. Falar muito não significa necessariamente comunicar bem; na verdade, o bom comunicador é aquele que sabe selecionar o que deve ser informado, identifica o melhor momento para passar essa informação e principalmente, sabe também ouvir, estabelecendo um verdadeiro diálogo. Uma equipe onde as habilidades comunicativas são valorizadas incorre em menos erros, trabalha com mais segurança e promove um ambiente mais saudável.


Trabalho em equipe


Diferentes fontes elegem diferentes tipologias das softskills, e algumas consideram flexibilidade, adaptabilidade e positividade separadamente. Nós consideramos que todas essas características podem estar entrelaçadas para atingir um nível ótimo de trabalho de equipe, onde na verdade também entram todas as outras, como as já citadas empatia, comunicação e inteligência emocional. Colaboradores e gestores capazes de delegar e receber tarefas, ajustar-se ao tempo e sistemas de trabalho dos colegas, criando fluxo em lugar de entraves, evitando disputas por protagonismo e prestando atenção no andamento das rotinas, e além do mais, imprimindo um clima de otimismo ao ambiente, merecem ter essas qualidades reconhecidas.


Autoconfiança, audácia, empreendedorismo


Essas três últimas características, às vezes tomadas separadamente na tipologia das habilidades socioemocionais, também nos parecem interligadas o suficiente para figurar numa categoria única. Profissionais que acreditam em sua própria capacidade passam uma aura de eficiência e credibilidade ao público e elevam o moral da equipe, estabelecendo metas motivadoras. Buscam o novo e o desafiador, evitando que se estabeleça um patamar de acomodação que é o primeiro estágio do retrocesso, e trazem ideias novas com o potencial de reavivar expectativas. Eles são o motor do crescimento, e precisam encontrar o espaço necessário para manifestar essas habilidades.


Então, você já identificou onde estão em seu empreendimento esses poderosos recursos de capital humano que muitas vezes passam sem a devida valorização? Isso acontece porque as softskills são mais difíceis de identificar e medir, ao contrário das hardskills que são as habilidades técnicas que podem ser atingidas num certo intervalo de tempo através de treinamento formal. Na verdade, as softskills são muitas vezes qualidades inatas dos indivíduos, ou dependem de fatores pouco controláveis para que se desenvolvam, daí todo seu valor! Nossa dica é: olhe em torno, e conheça seu pessoal. Quem sabe você possui tesouros que nem conhecia? Depois, compartilhe conosco suas experiências, vamos gostar muito!