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Recrutamento e Seleção: Como Proceder em Tempos de COVID-19




Em razão da COVID-19, mais do que lidar com a escassez de clientes e, consequentemente, com a queda no número de exames realizados, causada pela falta de requisições médicas, muitos laboratórios estão tendo que enfrentar um problema tão desafiador quanto a recuperação do faturamento: a contratação de novos funcionários.


Seja por demissões voluntárias, pelo afastamento dos funcionários pertencentes ao grupo de risco ou até mesmo pela necessidade de reconfiguração dos processos, os recursos humanos de muitas empresas, em especial dos laboratórios, estão sendo “obrigados” a não apenas recrutar uma série de profissionais, mas ajustar seu processo de seleção com base na atual situação do país.


Por essa razão, a fim de auxiliar os laboratórios a recrutarem e selecionarem novos funcionários durante a pandemia, selecionamos alguns pontos que merecem atenção e que podem evitar possíveis transtornos durante esse processo.


Organizando o processo


Antes de começar a selecionar e recrutar novos funcionários, é aconselhável verificar se existe a possibilidade real de integrá-los à rotina atual e atípica do laboratório. Além disso, em rotinas administrativas, o gestor ou a equipe de RH precisa considerar a necessidade de fornecer alguns recursos básicos para que o colaborador possa trabalhar em home office.

Em relação aos treinamentos, também é viável averiguar se a sua aplicação precisa ser presencial ou se pode ser realizada remotamente. Caso o treinamento remoto seja uma possível alternativa, o laboratório ainda precisa verificar se o colaborador possui um acesso de internet estável.


Como fazer o recrutamento


O recrutamento, momento em que a vaga é divulgada ao público para candidatura, é uma fase exploratória, e, muito provavelmente, utilizada nos laboratórios de forma virtual. Aproveitando as facilidades das plataformas de emprego, diversas empresas começaram a publicar suas vagas em sites como Infojobs e vagas.com.br. No entanto, para que o processo de recrutamento seja eficiente, o ideal é fazer um mapeamento de onde está o perfil procurado e divulgar as vagas nos meios em que ele se relaciona.


Em alguns casos, as redes sociais, como LinkedIn, Facebook e Instagram, podem potencializar a visibilidade da vaga. Um exemplo disso é que, recentemente, o Facebook incluiu uma nova funcionalidade no aplicativo, na qual é permitido colocar vagas de emprego em sua rede social.


Em algumas plataformas de emprego, ao criar uma candidatura, é opcional inserir perguntas adicionais e específicas para a triagem no processo. Nesse sentido, pode ser interessante utilizar essas perguntas para medir a disponibilidade do candidato em trabalhar no ambiente laboratorial, e verificar se ele possui as habilidades necessárias para o cargo, ou mesmo vontade de desenvolvê-las. Além disso, em determinados sites, também é possível anexar uma carta de apresentação.


Para os laboratórios que ainda aceitam o recebimento de currículos de forma presencial, é importante deixar o pessoal da recepção de sobreaviso para recebimento e encaminhamento do processo, de modo a facilitar a candidatura de todos os interessados.


Passo a passo da triagem


Para fazer uma triagem rápida e eficiente, o ideal é, inicialmente, separar os currículos de acordo com os requisitos da vaga. Depois, selecionar os perfis mais aderentes e fazer uma breve análise das redes sociais dos candidatos. Embora possa parecer uma “invasão” de privacidade, as redes sociais se tornaram uma vitrine do candidato, mostrando possíveis comportamentos que ele poderá apresentar na empresa caso seja contratado.


Feitas as análises anteriores, o passo seguinte deve ser conferir as experiências anteriores e recomendações do candidato. Nesse momento, é preciso tomar cuidado para não perder tempo com minúcias. Em vez disso, o laboratório pode avaliar boas práticas e/ou posturas que podem validar a personalidade da pessoa em questão.


Com o número crescente de desemprego, é possível que muitos candidatos se inscrevam para a vaga sem possuir os requisitos necessários. Da mesma forma, algumas respostas às perguntas complementares, ou até mesmo a carta de apresentação, podem inviabilizar alguns inscritos para a vaga. Em casos assim, é recomendável dar um retorno imediato, e sempre de modo respeitoso, aos candidatos que não se encaixam no cargo, afinal, embora a imparcialidade seja importante no processo de triagem, isso não significa que a empresa precisa ser impessoal.


Etapas finais: seleção e entrevista


Visando a recomendação da OMS de manter o isolamento, o mais indicado é fazer todo o processo de recrutamento, seleção e contratação dos candidatos remotamente, caso este recurso possa ser aplicado, é claro! Seguindo essa lógica, todos os contatos podem ser realizados de maneira virtual, ou seja, o laboratório pode comunicar a aprovação do candidato no processo de triagem, ou solicitar mais informações sobre suas experiências anteriores e sua situação profissional atual, por telefone ou e-mail.


Em relação à entrevista, muitas empresas estão optando por realizá-la via telefone ou videochamada. Para chamadas de vídeo, o laboratório pode utilizar plataformas que estão disponíveis de forma gratuita, como o Skype, da Microsoft, ou o Hangouts, do Google.


Seja qual for a etapa do processo, é importante que a gestão do laboratório continue com o mesmo rigor na seleção. Afinal, mesmo em tempos atípicos, a cultura da empresa precisa ser mantida! Além disso, ao realizar todos os processos de recrutamento e seleção, é interessante garantir uma boa experiência ao candidato, pois todo contrato de trabalho funciona como uma via de mão dupla, sendo benéfico para as duas partes: laboratório e colaborador.