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Nutricionista Fala Sobre Desjejum Ideal para Laboratórios


Em razão dos exames que precisam de jejum prolongado, muitos laboratórios de análises clínicas oferecem o serviço de desjejum (café da manhã), para que seus pacientes não saiam do laboratório sem uma alimentação básica.

Recebemos várias dúvidas do que pode ser servido no desjejum, e, por conta disso, decidimos convidar uma profissional da área para falar um pouco mais sobre esse tema. Conversamos com a nutricionista Luciana de Oliveira Machado, cujo trabalho tem como foco a prevenção de doenças e a longevidade através da alimentação. Vamos a entrevista!

Oferecer um desjejum como agrado ao paciente pode ser um bom diferencial. No entanto, para entender melhor como esse serviço afeta na vida dele, você poderia discorrer um pouco sobre a importância da primeira refeição do dia na saúde do paciente que está, muitas vezes, há mais de 10 horas de jejum? E quais consequências a má alimentação pode causar no dia daquele paciente?

Os alimentos iniciais ingeridos no começo do dia devem fornecer nutrientes de primeira, necessários após um jejum prolongado. Esses alimentos, quando bem selecionados, irão nutrir as células do corpo para que ele desempenhe plenamente seus metabolismos, proporcionando assim maior disposição e saciedade ao longo do dia.

Porém, após esse jejum, se for ingerido junk food e um copo de refrigerante por exemplo, repleto de calorias vazias das gorduras de má qualidade, além de toxinas, a pessoa não ficará nutrida. Pode até saciar a fome momentaneamente, mas logo se sentirá faminta por conta da escassez de nutrientes fundamentais para a boa saúde. E isso fará com ela queira comer mais vezes; e se forem escolhas desse tipo, irá ganhar peso e não terá disposição para desempenhar bem suas tarefas no decorrer do dia. O impacto da má alimentação é enorme, mas só percebemos quando as doenças já estão se instalando e o pior está para acontecer, ou quando precisamos nos privar e cortar certos alimentos.

Sabemos que ficar mais de 10 horas de jejum pode trazer desconforto para o paciente. No entanto, também entendemos que alguns tipos de alimentos oferecidos no desjejum, na tentativa de baratear o custo, podem fazer mal à saúde da mesma forma. Você poderia falar um pouco sobre os tipos de alimentos que devem ser evitados no desjejum oferecido pelo laboratório de análises clínicas e por quê?

Devem ser evitados as bolachinhas doces elaboradas com farinha e açúcar refinado, assim como os sucos concentrados, por conterem alto índice glicêmico. Também reforço que refrigerantes ou pão francês, elaborado com farinha refinada, é uma das piores escolhas por não fornecerem micronutrientes, que são as vitaminas e os sais minerais; nutrientes básicos para promover a saúde.

Tendo em vista que o laboratório de análises clínicas recebem muitos pacientes com necessidades especiais de alimentação (hipertensos, diabéticos, alérgicos, etc.), quais alimentos de baixo custo podem ser oferecidos, e quais seus benefícios?

Frutas como banana e maçã são boas alternativas porque, apesar de conterem frutose (o açúcar das frutas), são ricas em fibras, o que faz com que o açúcar seja absorvido mais lentamente, evitando picos de glicose no sangue.

Para aqueles que quiserem investir um pouco mais no encantamento do paciente no momento do desjejum, quais opções de alimentos mais elaborados podem ser oferecidos?

Para os que querem surpreender seus clientes, sugiro frutas em embalagem individual, ou salada de frutas em potinhos, iogurte natural (sem corantes e a opção zero lactose) e torradinhas integrais com manteiga (e não margarina) também oferecendo opções sem glúten para os intolerantes. Para os laboratórios que dispõem de uma cafeteria, por que não um omelete ou sanduíche elaborado com pão integral/e sem glúten e queijo muçarela servido quentinho para acompanhar um bom café, ou ainda os biscoitinhos água e sal (integral), contendo fibras? Outra sugestão mais elaborada seria oferecer pequenos muffins integrais com frutas vermelhas ou salgados Margherita, que são elaborados com tomates frescos, muçarela e folhas de manjericão.

Vários laboratórios tentam focar na fidelização de pacientes infantis e, por isso, acabam oferecendo opções pouco saudáveis, como, por exemplo, iogurte de queijo petit suisse e balas, porque agradam facilmente. Existem opções mais saudáveis que podem substituir esse tipo de alimento e, ainda assim, cair no gosto da criançada? Quais seriam?

O paladar infantil realmente é desafiador e difícil de agradar com alimentos mais saudáveis, mas, como costumo dizer, dos males o menor; então, pelo menos tentaria os biscoitinhos integrais que, mesmo sendo doces, têm fibras. Melhores opções seriam mini muffins integrais de banana e canela, elaborados com açúcar mascavo e aveia, que normalmente as crianças adoram. Certamente, será melhor que pirulitos e iogurtes repletos de corantes e conservantes.

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Luciana de Oliveira Machado é nutricionista, formada pelo IMEC há mais de 20 anos, e busca, em sua profissão, a prevenção de doenças e a longevidade através da alimentação. É pós-graduada em Nutrição Clínica e Dietoterapia. Trabalha com nutrição funcional, modulação intestinal e doenças autoimunes.

E-mail: contato@lucianadeoliveiramachado.com.br

www.lucianadeoliveiramachado.com.br

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