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Laboratório que encanta | Laboratório Vital


O laboratório que encanta desta edição é de Santa Catarina, e atende as cidades de Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas e Palhoça. Seu proprietário, o Dr. Carlos Nyander Theiss, tem uma trajetória que começa em um laboratório hospitalar, e que conta hoje também com participações em órgãos de classe, em um engajamento em defesa dos direitos do setor de análises clínicas. Conheça mais sobre o Laboratório Vital e seu proprietário na nossa entrevista de hoje.

Dr. Nyander, o que levou você a abrir um laboratório?

Em 2006, era funcionário de um laboratório de um grande hospital aqui da região, plantonista noturno e durante o dia acompanhava a rotina ambulatorial do laboratório dos meus tios. Até que um dia apareceu uma oportunidade no município que hoje estou, Santo Amaro da Imperatriz, e assumi o serviço do Hospital em uma sala anexa e em sociedade com meus tios. Foram tempos de sacrifício e muito aprendizado, era somente eu e mais uma funcionária e ficava de sobreaviso 24h. A experiência hospitalar do meu primeiro emprego anterior me deu uma boa bagagem técnica para me encorajar a montar um laboratório, junto com o desejo de empreender e da oportunidade que apareceu na época.

A Vontade de trabalhar em laboratório, de ter um negócio próprio e as circunstâncias na época contribuíram para enfim abrir um laboratório.

Diante de um cenário cada vez mais competitivo, como o laboratório busca se diferenciar da concorrência?

Desde que comecei a estudar Gestão de negócios e focar nossos esforços nas pessoas, seja nos funcionários ou nos pacientes, temos um ótimo retorno. Como diz o ditado “é insanidade fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes”, com essa abordagem procuro sempre algo inovador, seja na maneira de atender, de coletar, um equipamento diferente ou até mesmo de conversar! Sabemos que tem gente que não vem só para fazer exames, vem para conversar, tomar um café, perguntar como vai a família... Trabalhamos em uma cidade pequena, de costumes interioranos, levamos muito isso para o nosso atendimento. Enfim, tentamos sempre de alguma forma surpreender os pacientes.

Como foi decidida a expansão para outras cidades?

A primeira unidade já foi logo de início, pois a cidade vizinha não possuía serviço em Análises Clínicas. A segunda foi um convite que recebemos de fazer parte de um empreendimento, uma cidade planejada, fazer parte de um mix de serviços onde um Laboratório era uma das demandas do público local. Hoje o mercado está muito concorrido, o destino dos investimentos tem que ser muito bem calculado, pois para um pequeno laboratório é um risco muito grande.

Foi desenvolvida alguma metodologia ou forma de trabalho para manter o padrão de atendimento nas suas unidades?

A dificuldade de todo Gestor de origem técnica é a questão administrativa e pessoal, acredito que todos os laboratórios tenham passado por isso. Vamos aprendendo na prática, primeiro a gente vive, depois desenvolve. Com experiências vividas, supervisão e treinamentos, conseguimos manter um padrão de atendimento, que é mensurado pelas nossas pesquisas de satisfação.

Dr. Carlos Nyander Theiss em atendimento no laboratório

O laboratório é muito focado em pessoas. Como propagar a cultura do laboratório aos novos colaboradores?

Falando em equipe, percebi que nossa rotatividade é pequena comparado à outras empresas do ramo e quando anunciamos vagas, recebemos muitos currículos, algo fora do normal. Isso me faz pensar que quem trabalha aqui gosta, e quem tá fora quer entrar! rs. Procuramos sempre ter um ambiente alegre, colaborativo e resolutivo. Deixamos bem claro nas admissões o que a empresa espera e o que é oferecido, todas as informações atestadas no nosso Manual de Integração. Nada melhor que a clareza entre as partes para um casamento de sucesso.

Nosso ponto forte é o atendimento, simpatia, agilidade do atendimento e dos resultados, estamos sempre revendo os processos e debatendo entre a equipe como melhorar, todos têm voz ativa nas sugestões e a decisão é participativa.

Como são estruturadas as inovações dentro do laboratório para que ela atenda o paciente?

Isso é muito relativo, tudo que é novo entra em caráter experimental, assim avaliamos a aceitação do público. Nas nossas reuniões de alinhamento são levantadas novas ideias e debatemos as implantadas para o prosseguimento ou não. Como as coisas não param e temos que estar sempre mudando, em breve teremos grandes novidades aqui em nosso laboratório!

A qualidade de um laboratório é fator imprescindível para a manutenção das atividades. Quais são os esforços do laboratório neste sentido?

A qualidade hoje não é mais um diferencial, é o mínimo que um laboratório pode oferecer. Não somente na análise e sim no serviço como um todo. Já começa no atendimento, onde damos um diferencial importante, é o ponto de contato real com o paciente e isso tem que ser aproveitado por isso damos um foco muito grande nesse quesito. Além da qualidade na análise em si, que dá segurança ao clínico e faz com que o paciente tenha seu diagnóstico ou acompanhamento terapêutico bem feito.

A presença do laboratório nas redes sociais é bem expressiva. Qual a importância de se comunicar no mundo digital?

Hoje temos uma outra realidade que a anos atrás, quem não se adequa, ficará para trás. O nosso setor vive uma metamorfose, sem saber para onde iremos ao certo. O público também muda, hoje por exemplo uma pessoa de 60 anos é ativa em rede social, temos que nos adequar a essas novas realidades para continuar atendendo às novas necessidades do nosso público.

Você tem feito vídeos explicando questões técnicas para os pacientes. Você tem sentido que essas ações trazem retorno?

Sim, é muito bacana o retorno. Quando o pessoal vê relevância no conteúdo, acabamos se tornando a referência no assunto. Aumenta a procura pelos temas abordados sem sombra de dúvida.

Seu envolvimento com a classe é bem evidente. Atualmente é membro e delegado da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas em Santa Catarina, conselheiro regional efetivo do Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina. Como você percebe a evolução do setor, e quais são as principais ideias que você defende?

Em 2015 decidi que gostaria de fazer algo pela categoria e procurei as instituições para participar, em quase 4 anos estou bem mais além que eu imaginava. É difícil achar colegas que coloquem seu tempo à disposição para contribuir com o coletivo, minha principal ideia é essa, aproximar as instituições dos colegas para participarem. Penso que só a pluralidade das ideias e participação dos colegas efetivamente é que irá contribuir para o fortalecimento do setor.

Resolvi encarar o desafio de destinar meu tempo à categoria, pois sei que um conselho forte e voltado para os profissionais só existirá quando houver participação de todos. Quero estimular uma gestão participativa do conselho, onde o colega possa falar e ser ouvido. Sempre em busca de transparência, gestão de excelência, valorização profissional, defesa a autoridade técnica do Farmacêutico em todos os âmbitos de atuação.

** Carlos Nyander Theiss é Farmacêutico-bioquímico graduado em 2004 (UFSC), especialista em Hematologia Clínica (UNIVALI), Especialista em Gestão e Auditoria em Saúde (IPOG). Atual Conselheiro Regional do CRF/SC, Presidente da Comissão de Análises Clínicas do CRF/SC, Delegado Regional da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas e proprietário de Laboratório de análises clínicas há 13 anos.

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