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Dr. Google e o resultado de exames: quem pode sair prejudicado é o laboratório!


Hoje estreamos uma seção nova, com assuntos rápidos para o dia-a-dia do gestor ocupado. Nela, vamos trazer pequenos insights e informações sobre problemas diários do laboratório. Se você quer ver o seu problema comentado nesta seção, não se esqueça de sugerir pauta neste link.

Dr. Google e o resultado de exames: quem pode sair prejudicado é o laboratório!

A história é seguidamente repetida pelos mais diversos tipos de pacientes: após um desconforto relacionado à saúde, o paciente vai até o pronto socorro ou marca uma consulta com o médico, e sai com diversas requisições de exames. Após a coleta, o resultado dos exames é aguardado ansiosamente.

Senha de acesso ao laudo em mãos (ou para os conservadores, envelope nas mãos), o instinto do paciente é olhar os resultados e valores de referência apresentados. O resultado dá fora do valor de referência - e entra em ação o “Dr. Google”, aquele que tudo sabe. Para comentar sobre o assunto, o Dr. Daniel Silveira, Assessor Jurídico da SBAC, faz as contribuições em destaque neste texto:

“A ânsia de se conhecer o resultado dos testes leva os pacientes a consultar pessoas leigas ou então sites de pesquisa na internet”

Não adianta, a Internet é a base de todas as pesquisas - seja sobre a qualidade do seu laboratório até o resultados dos exames. Nesse contexto, a pesquisa pode incluir sites com a informações erradas.

“Opiniões duvidosas e sem fundamento, em ambos os casos, acabam por determinar a obtenção de um "diagnóstico" falho e sem embasamento técnico.”

O grande problema não encontra-se nas pessoas que utilizam a Internet para pesquisa. Muitas vezes os clientes precisam voltar ao médico, e isso pode ser difícil nos postos e hospitais públicos. Com isso, a Internet passa a ser a opção mais barata, além de rápida.

“Tem-se um quadro de deficitária assistência médica e/ou ausência dela.”

Alguns exames são mais suscetíveis a falsas interpretações. O Doutor Daniel Silveira comenta:

“Caso clássico diz com as ações decorrentes de hemogramas, em que distorções de leucócitos são frequentemente associadas a diagnóstico de leucemia."

Algumas coisas são difíceis de prever, mas, corroborando com a afirmação sobre o déficit de assistência médica, o Doutor Daniel Silveira , comenta as maiores incidências de processos:

“O que pude constatar nesses quase vinte anos advogando para laboratórios é que a grande maioria das ações indenizatórias são movidas por pacientes SUS de baixo poder aquisitivo ou pacientes particulares sem requisição ou acompanhamento de médico.”

Por último, fica o lembrete da postura a ser tomada para minimizar os transtornos causados pelo diagnóstico on-line:

“O laboratório não pode se responsabilizar por esta postura do paciente. No entanto, tem a obrigação legal de prestar esclarecimentos quanto ao teste e, sobretudo, formular advertências claras e compreensíveis sobre a inconclusividade é necessidade de procedimentos clínicos e laboratoriais confirmatórios”.

A busca por informação no Google, quando utilizada de forma complementar pode facilitar o diagnóstico, pois um paciente melhor informado pode auxiliar na assertividade do tratamento. O grande problema fica na mão dos “cybercondríacos”, ou seja, pacientes que procuram os sintomas que estão sentindo na Internet e fazem o auto-diagnóstico. Para esses, uma dor de cabeça facilmente poderá ser confundida com dengue.

Como o seu laboratório orienta os pacientes sobre os resultados dos laudos? Existe alguma dica que você quer dar pra gente? Deixe nos comentários ou envie no modo privado!

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Daniel Correa Silveira, é Advogado Especialista em Direito Civil e Processo Civil, Sócio da Zanetti Advogados Associados, Assessor Jurídico da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas - SBAC, da Confederação Nacional da Saúde-CNS e da LAS-Laboratórios Associados. Contatos: (51) 99263 .8988 e daniel@zanetti.adv.br