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Contabilidade no laboratório: Muito mais do que obrigações fiscais - Entrevista com Renato Coelho


A contabilidade é muito mais do que gerir créditos e débitos. Além de monitorar as despesas do laboratório, e garantir as obrigações fiscais, a contabilidade pode fornecer ferramentas que auxiliam na competitividade. Para conversar sobre a importância da contabilidade no laboratório, conversamos com Renato Alfenas Coelho, sócio da empresa Alfenas & Teixeira Consultoria e Auditoria Contábil Ltda.

Muitos gestores de laboratório acabam não dando a devida atenção à contabilidade e como ela pode ajudar os laboratórios. Com a palavra, Renato Coelho:

Os laboratórios necessitam entender e trabalhar as informações contábeis. O controle eficiente dos custos e a tomada de decisões lastreadas em informações confiáveis é questão de sobrevivência.

É inimaginável manter a atividade de um laboratório sem um bom planejamento tributário, sem análise de custos para formação dos preços dos exames, sem estudos de viabilidade econômico-financeira, produtos estes advindos da contabilidade.

Uma parcela enorme do tempo dispensado aos trabalhos contábeis ainda é direcionado ao cumprimento de obrigações acessórias, ou seja, processa informações que são de interesse do governo e não das empresas, mas ao cumpri-las mantém as empresas em dia com o fisco.

A Contabilidade pode exercer um grande auxílio na análise de solubilidade. Renato comenta:

Senão a principal função da contabilidade, é uma das mais importantes, é o fato de orientar a empresa quanto à sua viabilidade econômico-financeira. Num cenário de alta concorrência, mercado globalizado, carga tributária elevada, é inadmissível que a contabilidade não acompanhe a evolução da empresa e sinalize, quando necessário eventuais fatos relevantes e atemporais.

Por melhor que seja a prestação de serviços contábeis aos laboratórios, se não estiverem inseridas as análises periódicas de custos, não há qualificação técnica e muito menos obtenção dos resultados.

Perguntamos para Renato qual o erro contábil mais comum dos laboratórios, que disse:

É a ausência ou a ineficiência de uma conciliação contábil e financeira que seja feita mensalmente. Inúmeros escritórios de contabilidade atuam exclusivamente processando guias, e folha de pagamento, alguns até elaboram o balanço patrimonial, mas não fazem a conciliação de forma criteriosa e de todas as contas contábeis sem exceção. Agindo dessa forma, quando se descobre algum erro, muitas das vezes é impossível repará-lo.

Identificar o regime tributário ideal para cada laboratório garante que os impostos sejam pagos de acordo com a lei, dentro de faixas mais econômicas. Pedimos para Renato comentar o que devemos levar em consideração para a definição. Ele diz:

Já presenciei inúmeros contadores analisando o regime de tributação pelo Balanço Patrimonial, fato este que não é errado, mas é muito pouco para a tomada de decisão, principalmente em se tratando de tributos que no nosso País onera de forma significativa o fluxo de caixa das empresas. Para se definir regime de tributação, além de analisar os balanços é necessário ter um olhar sobre as projeções voltadas para o mercado, para o segmento laboratorial, e principalmente as projeções internas da empresa; expectativa de faturamento, de quadro funcional, de volatilidade de caixa, etc.

O capital social dos laboratórios nem sempre reflete a realidade no momento da integralização. Renato alerta:

O Capital Social das empresas é advindo dos seus proprietários, sócios ou acionistas. É necessário que o capital integralizado seja compatível com o declarado na pessoa física. Havendo disparidade em ambos, entende-se por ato ilícito.

Muitos gestores falam em estratégia, fazem reuniões para definições novas, porém não mantém a regularidade na execução do plano. Renato comenta:

A estratégia se não estiver muito bem alinhada com a essência da empresa e com as pessoas que nela trabalham, se perde no meio do caminho. É uma terminologia bonita, tem um impacto importante, mas é preciso que ela não seja teórica, é preciso que ela não fique pelo meio do caminho. Definir a estratégia por si só não é mais aceito pelo mercado.

Para continuar competitivo, então, é preciso muito mais do que uma estratégia:

Melhorar o resultado do laboratório significa gerir adequadamente e eficazmente os custos, tendo em vista que o mercado muitas das vezes não suporta o aumento dos preços cobrados pelos exames.

Estamos num momento de disrupção, onde cria-se um novo mercado de consumidores desestabilizando as empresas que até então eram líderes no mercado e a contabilidade dentro dos laboratórios precisa acompanhar esta tendência.

Importante destacar também que há uma tendência muito grande de substituição da carteira de clientes dos laboratórios onde o particular e o Estado vêm sendo substituído pelos planos de saúde, autogestão e medicinas de grupo. Neste cenário o poder de negociação e o controle sobre os preços é preponderante.

Ainda ficou com dúvidas sobre contabilidade no laboratório? Registre sua pergunta aqui! Pode ser que ela seja respondida em nossa próxima matéria!

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Renato Alfenas Coelho é sócio da empresa Alfenas & Teixeira Consultoria e Auditoria Contábil Ltda. Contador, auditor graduado em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário Newton Paiva, Pós graduado em Gestão de Processo pela PDD-FDC e em Auditoria Contábil e Financeira pela PUC Minas. Membro do Instituto dos Auditores Internos do Brasil – IIA. Contatos: www.alfenaseteixeira.com.br ou renato@alfenaseteixeira.com.br

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