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A relação entre as Pequenas Cidades e os Laboratórios de Análises Clínicas


Em uma oportunidade de palestra proporcionada pelo blog, fomos convidados a participar nos dias 03, 04 e 05 de Agosto de 2018 do IX Congresso Sul Mineiro de Laboratórios Clínicos, em São Lourenço/MG. O público foi formado essencialmente por gestores de laboratórios, que buscavam ampliar seus conhecimentos em relação a parte técnica e gerencial do laboratório. Neste período, tivemos a oportunidade de conhecer muitas questões interessantes de laboratórios que nem sempre são contempladas nos grandes números levantados pelo setor. O texto de hoje é feito com base em reflexões percebidas nas conversas realizadas no congresso.

Oportunidades disfarçadas para os pequenos negócios

Quando pensamos em cidades pequenas, a primeira coisa que vem na cabeça é que o tamanho da população reduz as chances de prosperar nesses mercados. Mas é preciso olhar além deste fato: apesar do público ser menor, existem mais chances de exposição do laboratório e de tornar a marca referência para os habitantes. Além disso, os moradores de cidades menores tendem a ser mais fiéis às marcas que confiam, gerando oportunidades de fidelizar toda a família de um paciente bem atendido.

Internet banda larga que mais parece discada

A velocidade da internet contratada em grandes centros dificilmente é entregue em sua plenitude. Verificando as cidades menores, percebemos que o problema é ainda mais grave, ocasionando seguidamente dificuldades de autorização de convênios, e até mesmo comunicação com o banco de dados do laboratório quando o pedido é feito de uma unidade de atendimento. Para estes casos, é preciso zelar para que o paciente não tenha seu atendimento prejudicado por fatores externos. A melhor forma de contornar esta situação é ter um segundo provedor de internet de backup. Em comparação com as cidades grandes, os laboratórios menores ainda tem um benefício quando se trata de internet fora do ar: alguns processos podem ser facilmente contornados com a rotina manual, sem que isso atrapalhe a rotina de setores inteiros.

As novas tecnologias e novidades do mercado são caras ou demoram a chegar

Já comentamos algumas vezes no aceleralab a respeito de inovações dentro do laboratório, como aparelhos leitores de veias e o uso de realidade virtual na coleta, utilizados para melhorar a experiência do paciente. Mas também sabemos que nem sempre essas tecnologias são acessíveis para laboratórios de cidades menores, e elas demoram a chegar, pois o investimento é alto para o número de pacientes atendidos. No entanto, o lado positivo é que pequenas mudanças investidas dentro do laboratório são mais facilmente percebidas pelos clientes, e a chance de divulgar para a cidade inteira são ainda maiores. Outro fator é que nem sempre a concorrência dispõe de recursos para copiá-lo, diferente da realidade das cidades grandes.

Muita concorrência, poucos habitantes

A situação dos laboratórios presentes em cidades menores não fica mais fácil quando falamos em concorrência. Em cidades com menos de vinte mil habitantes, parece quase impossível prosperar quando existem mais de dois laboratórios disputando o mercado. Mas existem alternativas: laboratórios do interior estão abrindo postos de coleta em cidades vizinhas que ninguém ainda pensou em atender, pois tendem a ser muito pequenas ou distantes demais. Economizando na estrutura, e pensando bem na logística, você pode crescer pela tangente! Outro ponto para se destacar é que quanto menos atendimentos, melhor você poderá focar no que realmente interessa: a experiência do paciente. Nas grandes cidades os pacientes acabam muitas vezes sendo apenas mais um número no faturamento, já no interior a maioria dos gestores conhece seus pacientes pelo nome. Para se diferenciar nesses casos, é preciso investir na humanização do atendimento, estreitar o relacionamento com os clientes e buscar a fidelização da carteira. Lembre-se que o valor percebido no atendimento do laboratório é o maior diferencial para conquistar os clientes.

Falta de Qualificação

Falamos na semana passada (link) sobre a dificuldade de contratação de mão-de-obra especializada nos laboratórios do interior. É preciso muitas vezes treinar os colaboradores do zero, para que eles entendam os processos do laboratório e consigam desempenhar a sua função com responsabilidade. Mas a boa notícia é que comparado a grandes cidades, o índice de rotatividade tende a ser menor, e os colaboradores são mais fiéis ao laboratório. Mesmo assim, é preciso estar preocupado com a reciclagem destes profissionais para que eles estejam preparados para desempenhar as funções atribuídas cada vez melhor. A população tende a enxergar os profissionais com mais tempo de laboratório como a cara do seu laboratório.

Dificuldade de logística

Entendemos o quanto é difícil entregar as amostras para o laboratório de apoio em cidades menores. Outro problema é a compra de insumos, que vem com uma série de dificuldades: frete caro, pedido mínimo com valores altos e prazo de vencimento curto. No entanto, com o adequado planejamento de demanda, associado com um comparativo de anos anteriores, você pode evitar problemas atrelados ao atraso de resultados por conta desses problemas.

Verificamos também uma crescente demanda no mercado em relação às associações e parcerias: quando laboratórios vizinhos e não concorrentes se juntam, o poder de compra e negociação com apoios aumentam, trazendo uma proximidade com a realidade dos laboratórios das cidades grandes.

A realidade às vezes pode ser desmotivante, mas existe esperança: é preciso transformar ameaças em oportunidades. Os pequenos negócios são versáteis em relação às mudanças, e quando bem instruídos e com muita vontade, podem se diferenciar competitivamente dos grandes negócios.

#pequenoslaboratórios #pequenascidades