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Dicas para Um Laboratório mais Inclusivo para Seus Pacientes e Colaboradores




As discussões cada vez mais constantes sobre diversidade e inclusão mostram a necessidade de olhar para o próximo com empatia, buscando criar um uma cultura acolhedora para clientes e colaboradores. Em estabelecimentos de saúde, onde muitos pacientes costumam estar em solução de vulnerabilidade, criar um ambiente seguro, confortável e justo para todos, de forma que ninguém se sinta excluído, pode ser um grande diferencial social para a microrregião em que o laboratório está inserido.



Recrute a Diversidade


Para uma cultura mais inclusiva, o primeiro passo é tornar justo o processo de recrutamento e seleção, oferecendo as mesmas oportunidades para todos. O sucesso desta estratégia será garantido se os outros colaboradores do laboratório também se comprometerem a acolher e respeitar os diferentes perfis.


Quando os funcionários se sentem incluídos, valorizados e pertencentes, a tendência é o aumento do desempenho e engajamento. Contratar perfis mais diversos contribui também na percepção dos pacientes sobre o comprometimento do laboratório com a comunidade.



Garanta a Acessibilidade


A estrutura física do laboratório deve ser pensada para que pacientes com alguma dificuldade de locomoção possam acessar as áreas de uso comum sem maiores transtornos. Isso facilita também a contratação de pessoas que fazem o uso de cadeira de rodas, afinal existem muitas funções que podem ser desempenhadas por pessoas com este perfil.


É possível aos poucos ampliar os diferenciais para mais públicos, como as pessoas com deficiência auditiva total ou parcial. A Língua de Sinais Brasileiras (LSB) vem ganhando popularidade entre esta comunidade, e, pode ser que na sua recepção possa ter algum colaborador que queira aprender a falar dessa forma. Se for o caso, verifique se na sua cidade não possui uma escola que possa dar um treinamento para as principais situações que acontecem no laboratório.



Estude os Públicos Existentes


Sempre é importante revisar quais são as necessidades especiais que possuem mais urgência de serem aplicadas no laboratório, visando o acolhimento destes públicos por ordem de prioridade. Como o objetivo é que exista uma melhoria contínua nos processos da empresa, nada impede que seja montado um cronograma para o desenvolvimento de cada necessidade específica.



Em Caso de Dúvida, Pergunte


Quando estamos falando de pessoas com deficiência, tente consultá-las sobre qual seria a maneira que elas gostariam de ser atendidas. Dessa forma, você evita possíveis constrangimentos e a interação ocorre de maneira mais natural. Mantenha a pessoa sempre confortável e em segurança, e procure deixar um colaborador em alerta por perto para eventuais necessidades.

Quando a primeira interação ocorrer por telefone, e a sua equipe identificar que o paciente em questão pode ter alguma dificuldade de ir até o laboratório, você pode oferecer um atendimento domiciliar, cortesia ou não, para prestar um melhor atendimento, e, ainda, criar uma experiência que o cliente poderá divulgar naturalmente o seu laboratório a amigos, familiares e pessoas que partilham dos mesmos desafios.

Um Marketing mais Inclusivo

As redes sociais estão buscando formas de aumentar o espaço para pessoas com deficiência. O Youtube, por exemplo, já vem testando formas para que seus vídeos possam ser vistos e compreendidos por pessoas com deficiência auditiva. Isso inclui a possibilidade dos produtores de conteúdo incluírem manualmente as legendas, e, em alguns casos, a geração de legendas automáticas para vídeos, com um reconhecimento de fala em constante melhoria, mas já bastante eficaz.

No facebook e instagram, a campanha #pracegover auxilia pessoas com deficiência visual a se sentirem incluídas, de uma forma simples e que pode ser adotada com um baixo custo: basta usar a hashtag #pracegover nas legendas dos posts, descrevendo o que está aparecendo na imagem.

Dicas de Atendimento de Pessoas com Necessidades Especiais


Para ajudar você a recepcionar melhor os pacientes do seu laboratório, separamos algumas dicas que foram reunidas no site do SEBRAE por Maikon Richardson, especialista em Gestão de Pequenos Negócios. Confira:


Pessoa Surdocega

  • Deixe a pessoa surdocega apoiar-se em seu antebraço ao andar.

  • Alerte sempre que houver portas, escadas ou veículos.

  • Tente ser bem claro na sua forma de se comunicar, combine com ela um sinal para ser identificada.


Pessoas com Deficiência Visual e Cegas

  • Faça com que ela perceba a sua presença e identifique-se.

  • Objetividade ao explicar direções.

  • Ao acompanhar dê-lhe o braço ou ombro e sempre caminhe na frente da pessoa.

  • Avise-a dos possíveis obstáculos.

  • Não deixe ele falando sozinho comunique-se com o tom de voz normal.

  • Os cão-guias têm a responsabilidade de guiar seu dono, então, nunca os distraia.

  • Fiquem atentos, os cão-guia são autorizados a entrar em qualquer lugar, com exceção de UTIs e centro de queimados.


Pessoas com Deficiência Auditiva e Surdas

  • Ao desejar se comunicar com uma pessoa surda, chame a atenção dela, por meio de sinalização com as mãos ou tocando no braço dela.

  • Pessoas com essa deficiência devem ser informadas ao soar o alarme de emergência, principalmente se não tiver junto ao alarme um sinal luminoso.

  • O atendimento inicial pode ser feito via whatsapp, para preparar o paciente e o ambiente para a coleta antes de ir ao laboratório.


Pessoas com Paralisia Cerebral

  • Respeite sempre seu ritmo. Essas normalmente são vagarosas no que faz, no andar, no falar e em outras situações.

  • Você precisará de paciência, ao não entender sua fala, ouvi-la e, se não entender sua fala, peça que repita para você pausadamente.

  • Não a trate como criança ou incapaz.


Pessoas com Deficiência Física

  • Procure acompanhar o passo da pessoa.

  • Se você achar que ela está com dificuldades, ofereça ajuda e pergunte como deve prosseguir.

  • Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa.

  • Sempre que for falar com uma pessoa cadeirante, procure ficar de frente e no mesmo nível do seu olhar.

  • Lembre-se, quando estiver empurrando alguém sentado em uma cadeira de rodas e parar para conversar com outra pessoa vire a cadeira de frente da conversa para que o cadeirante também possa participar da conversa também.

  • Peça permissão para movimentar a cadeira de rodas.


E aí, gostou das dicas de hoje? Conte pra gente nos comentários como você realiza os atendimentos especiais no seu laboratório! Juntos somos mais fortes!